quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Enganoso coração

O coração é enganoso. Pior, o coração é também perverso (Jr 17:9), não se pode confiar em suas encenações e insinuações. Quando pensamos que o conhecemos, somos surpreendidos por mais um de seus enganos. Ele nos engana não somente quando confiamos nos outros, mas também quando confiamos em nós mesmos. Neste sentido, o apóstolo Pedro é um exemplo.

Pedro estava disposto a se identificar com o Senhor em qualquer situação, fosse para ser preso, fosse para morrer pelo Senhor (Lc 22:33; Jo 13:37). Não importava a circunstância ou o perigo, ele iria até o fim defendendo o Senhor e Sua causa. Entretanto, na mesma noite que fez essa séria afirmação, tudo mudou para Pedro. Corajosamente, e até com juramente, ele negou que conhecia ou que tinha alguma amizade com o Senhor Jesus, e fez isso não uma nem duas, mas três vezes (Jo 18:17, 25, 27)!

Convém ser justo e explicar que Pedro não foi falso ao externar sua disposição de identificar-se com o Senhor Jesus até as últimas consequências. Na sua sinceridade ele realmente queria nunca ter negado o Senhor. O que ele não esperava, porém, era que seu próprio coração pudesse enganá-lo de forma tão vergonhosa. Naquele dia, Pedro descobriu que, apesar da sua vontade de espírito, não conhecia seu próprio coração!

O coração é capaz de nos levar às emoções mais altas e às decepções mais profundas! Por isso, feliz é aquele que entrega seu coração a Deus, pois só Ele o conhece em todos os seus recônditos (Jr 17:9-10). Confiar em nosso coração quando ele nos guia pelas emoções é muito perigoso. Seguro, mesmo, é permitir que Deus controle todo o nosso ser, mesmo em situações que vão contra o nosso sentimento.

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