O exemplo de fé que o Espírito Santo
selecionou sobre a vida de Isaque está relacionado à bênção que este deu a seus
filhos. As palavras de Hb 11:20 são paralelas a Gn 27:1-29. Repare três
detalhes e uma lição sobre esta bênção.
Primogenitura – Esaú e Jacó. “Pela fé Isaque
abençoou …”. Os judeus davam muita importância à benção da primogenitura.
Primogênito era o primeiro filho de uma família. “Ele recebia a bênção familiar
especial, o que significava liderança espiritual e social e uma porção dupla
das posses do pai – ou duas vezes o que todos os outros filhos recebiam (Dt
21:17)” (Dicionário Vine, pág. 246). Embora fossem gêmeos, Esaú nasceu
primeiro. Portanto, ele era o primogênito.
Posição – Jacó e Esaú. “Abençoou Jacó e
Esaú …”. A afirmação acima, porém, se torna estranha quando lemos a ordem em
que os nomes são mencionados em Hebreus: primeiro Jacó, depois Esaú. A resposta
a esta aparente contradição se encontra nas palavras que Deus disse sobre eles:
“O maior servirá ao menor” (Gn 25:23). Deus quis que a posição de cada um fosse
essa. Esta decisão da parte de Deus não foi baseada na vida que cada um levou;
foi baseada na Sua graça, antes mesmo de nascerem (Gn 25: 22, 23; Rm 9:11, 12).
Propósito. “Abençoou … no
tocante as coisas futuras”. Este versículo revela que, ao abençoar, Isaque
tinha mais do que simplesmente dividir suas posses entre os filhos. Ele estava
pensando na promessa de Deus feita a Abraão e confirmada a ele mesmo (Gn
26:2-5). Para Isaque, esta promessa dizia respeito à posse da terra e a uma grande
nação. Para Deus, além da terra e da descendência, a promessa incluía a árvore
genealógica do Senhor Jesus, pois Ele descenderia de Jacó, não de Esaú (Mt 1:1,
2; Lc 3:34).
Uma herança pode representar o maior legado
que um pai pode deixar para seus filhos. Mas orar para que sejam salvos e
cria-los “na doutrina e admoestação do Senhor” (Ef 6:4) é a maior bênção que
os pais devem deixar para seus filhos.
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